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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Algumas coisas são valiosas e você nem percebe.

Por Rebeca Rocha

Depois de quase 2 meses mergulhadas na temática sobre os mangues, todos os problemas encontrados e todas as possíveis soluções que encontramos, chegamos a uma pergunta simples, mas com uma resposta que às vezes confunde as pessoas:

Quanto custa algo de valor?
Aliás, o que é valor?

Essas foram as perguntas que nos levaram à criação do conceito da nossa campanha. Convidamos vocês a refletirem também. E, quem sabe, mobilizá-los para a nossa causa.

Podemos ir ainda mais fundo e transformar completamente a pergunta.
Quais são os SEUS valores?

Do fútil ao indispensável.
Do carro do ano ao ouvir o primeiro choro de um filho que chega ao mundo.
Do apartamento luxuoso ao abraço de trégua recém feita entre irmãos.
Do dinheiro à saúde reconquistada de alguém que se ama.
Da ganância à solidariedade e trabalho em conjunto, em prol de uma causa maior.

Será que tudo o que tem valor é aquilo que se compra?
Pelo contrário. Valor, o de verdade, é tudo aquilo que não se consegue nem com todo dinheiro que existe.
E às vezes a gente percebe, não tarde demais, o valor imenso de coisas que sempre estiveram ali, com sua importância indispensável, mas que durante tanto tempo foram percebidas apenas como mera composição de cenário. É assim que enxergamos o mangue hoje, como peça fundamental para o nosso bem estar no futuro, graças a todas as suas funções no ecossistema.

Esperamos conseguir convencer tantos outros milhares de pessoas a pensarem assim também. Quem sabe, um dia a gente contribua para uma grande mudança que começa assim: com pequenos gestos, mas conscientes e que vão valer muito, não sabemos nem estimar quanto, para os que ainda estão por vir.

O tempo de preservar é agora.
#salveonossomangue

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Um olhar mais a fundo - Mangue da 13 de Julho.

Conhecida com um dos cartões postais de Aracaju, a 13 de Julho é um local procurado por muita gente para a prática de exercícios como a caminhada, andar de bicicleta ou patins, praticar corrida, levar as crianças para um fim de tarde ou simplesmente passar por ali de carro para ir a algum lugar. Por vezes, as pessoas reclamam do odor tão característico no Calçadão, mas não se preocupam e nem têm consciência de que aquele odor não é natural daquele ecossistema, mas sim provocado pelo desenvolvimento da cidade.

O que não é nenhuma novidade é que as cidades, principalmente as capitais, têm um volume de dejetos que precisam ser eliminados de alguma maneira. E a má notícia é que, infelizmente, o “depósito” escolhido para receber todo o lixo produzido por um dos bairros mais nobres de Aracaju foi esse manguezal.

Foto: Leonardo Oliveira

A vista é bonita, mas a realidade nem tanto. Descobrimos isso através de um contato que foi muito além de uma simples caminhada na 13 de Julho. Precisávamos sentir de perto o que significava essa existência tão próxima da cidade com a natureza.
Como? Entramos no mangue. :P

Foto: Kira Nayana

Constatamos o mesmo problema encontrado no Tramanday - garrafas plásticas, latinhas de refrigerante e vários outros materiais que poderiam ter um fim bem mais interessante: a reciclagem. Em contato com a natureza, esses materiais podem demorar mais de 100 anos para se decompor.

Foto: porummanguemelhor.blogspot.com

Foto: porummanguemelhor.blogspot.com

Foto: porummanguemelhor.blogspot.com



Apesar da poluição, quando pisamos na lama e observamos a natureza assim tão de perto, percebemos também o som das aves e outros animais que habitam ali. De repente, a vida ali embaixo pareceu ser tão diferente da que vivemos logo mais acima, no Calçadão... Na área menos próxima ao concreto, demos de cara com essa vista linda:

Foto: porummanguemelhor.blogspot.com

Foto: porummanguemelhor.blogspot.com
E subimos à pista com a sensação de que ainda tem muito que pode ser feito, e que podemos começar assim: ENXERGANDO realmente, ao invés de ver o mangue meramente como paisagem do nosso dia a dia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O mangue de Sergipe está desaparecendo! E você, o que vai fazer?

Por Rebeca Rocha


A situação dos mangues em Sergipe é algo tão cotidiano em nossas vidas que, por vezes, não damos a ele a importância que merece. Passamos por eles todos os dias e, na nossa rotina super corrida, passa a fazer parte do cenário sem que a gente perceba a situação de risco a qual nos submetemos, destruindo esse rico ecossistema em ritmo acelerado, dia após dia.

Aracaju foi fundada em uma área completamente tomada por mangues, e hoje o que predomina é o concreto destoante do verde antes existente ali.


Com esse projeto de extensão e com as pesquisas que estamos começando a fazer, já percebemos a gravidade da situação dos mangues aqui em Sergipe. Antes, existia uma área de 555,7 Km² de mangues, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Já em 1981, de acordo com o projeto RADAM Brasil (Radar na Amazônia) esta área foi reduzida para 468,7 Km². Atualmente, segundo a Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), restam em Sergipe apenas 262 Km² de manguezais. 

Nosso objetivo é mobilizar a sociedade sergipana para que esse quadro seja mudado.
Afinal, estamos destruindo um ecossistema que é basicamente o ponto de partida para o equilíbrio de todo o resto: é ele que serve de berçário para outras espécies, tem um solo rico em nutrientes, serve de escudo natural para possíveis enchentes e cheias dos mares, além de servir de subsistência de várias famílias sergipanas.

Vamos unir Sergipe por um mangue mais limpo!